09.06
notícia postada por Cynthia Duarte

Pouco antes de anunciar mais datas na turnê mundial de 2017/2018, INCLUINDO O BRASIL, Harry anunciou em sua conta do Twitter que a banda norte-americana MUNA fará a abertura da sua turnê desse ano pelos Estados Unidos e Europa.

MUNA é um grupo norte-americano de garotas adeptas da música pop, que se autoidentificam como “estranhas”. A banda consiste em: Katie Gavin (cantora, produtora), Josette Maskin (guitarrista principal) e Naomi McPherson (guitarrista). Além de manter os pronomes baseados em gênero fora de suas canções, o trio aborda temas como identidade de gênero, vitimização e trauma em suas músicas. Ainda, MUNA são aliadas dos movimentos LGBTQ, “Black Lives Matter”, feminismo e atos contrários aos ideais de Donald Trump.

Por essa razão, ontem, dia 08 de junho, a Billboard publicou um artigo sobre a inclusão de novas bandas na música ao vivo. Você pode ler a matéria original aqui. Abaixo, confira a matéria traduzida:

Por quê a abertura de MUNA para a turnê de Harry Styles é um passo na direção certa da inclusão na música ao vivo

Por Lyndsey Havens

Logo após a repentina saide de Zayn Malik da One Direction em março de 2015, foi apenas uma questão de tempo até que o resto dos membros seguissem suas carreiras solo. Depois de partirem os corações de adolescentes do mundo todo com o seu hiato em 2015, cada membro tentou sacramentar o seu próprio caminho fora da sombra do grupo, seja com R&B (Zayn), música eletrônica (Louis Tomlinson) ou pop (Liam Payne).

Quem mais viajou para bem longe do seu passado na 1D, talvez tenha sido Harry Styles, com “Sign of the Times”: um single de rock com menos de seis minutos, que agradou fãs com letras inspiradas em Bowie e um estilo cinematográfico inspirado e cenário de cena final.

“Sign of the Times” não é a única forma pela qual Styles se distanciou do seu passado de estrela do pop. O cantor solidificou a sua independência não apenas nas músicas mais voltadas para o rock clássico no álbum seu auto intitulado – no qual ele está em uma banheira rosa de lágrimas na capa – mas também por tocar em locais mais íntimos, diferente de estádios, mantendo uma presença reservada nas redes sociais e trocando camisetas brancas por ternos estampados e modernos.

Mesmo que ele já tenha dado passos para estabelecer uma personalidade solo independente, a escolha do cantor na terça (6 de junho) para o seu ato de abertura na turnê norte americana e europeia ainda vem como uma surpresa. Harry anunciou no Twitter que o trio MUNA, que se auto intitula dark-pop, irá se juntar a ele na turnê.

Você poderia perdoar os fãs de Styles por não estarem imediatamente familiarizados com a banda MUNA, que sequer apareceram em um chart da Billboard (não baseado no Spotify). Mas o grupo de meninas que moram em Los Angeles, tem ganhado popularidade após o excelente lançamento do seu álbum de estreia no começo de 2017, chamado “About U” [sobre você], com paradas em diversos festivais – geralmente tocando no começo da tarde – e tocando nos programas “The Tonight Show Starring Jimmy Fallon” e “Jimmy Kimmel Live!”. Em cada parada, elas conquistaram mais fãs, com suas músicas pop que mexe com as pessoas (em sua maioria falam sobre amor e relacionamentos que, notavelmente, não indicam um gênero específico, optando pelo pronome “você”, como o próprio título do álbum sugere), liderado por vocais graves.

Desde o começo, Katie Gavin, Josette Maskin e Naomi McPherson têm apoiado a comunidade LGBTQ de forma alta e clara – com o hino chamado “I Know A Place”, no qual é possível ver Gavin oferecendo consolo enquanto canta “”You think being yourself /Means being unworthy… But if you want to go out dancing / I know a place” [“Você pensa que ser você mesmo, significa ser indigno/não merecedor… mas se você quiser sair por aí dançando… Eu conheço um lugar”], e também ao defender banheiros unissex em seus shows. Elas também não se esquivam da política no palco e denunciaram publicamente Donald Trump mais de uma vez, usando camisetas de “F*da-se o Trump” em sua apresentação do Lollapalooza em 2016 e dizendo de forma desafiadora “Ele não é meu líder, mesmo que ele seja meu presidente”, enquanto tocavam “I Know A Place” no programa do Jimmy Kimmel.

Então, quando Styles – que estrelou com uma das boy bands mais populares e bem sucedidas do século 21, um grupo que naturalmente não passava nenhuma mensagem de impacto, e que raramente, ou nunca, expunha sua opinião política em suas músicas ou em qualquer outro lugar – convidou MUNA para sua turnê, ele efetivamente co-assinou a missão delas, tornando pública sua própria opinião, antes silenciosa, sobre a inclusão e aceitação na música ao vivo.

Desde o lançamento de Styles como artista solo, do qual ele se “descascou” de forma indolor do estrelado pop que antigamente o consumia, ele aclamou suas fãs como o futuro, exibiu um terno rosa em sua performance no “Today Show” e fez um dueto ao vivo com Stevie Nicks, mostrando uma reverência que transbordava pela estrela do rock. Todas essas decisões conscientes que o ajudaram a se estabelecer como uma estrela solo, que também enalteceu de forma sutil sua própria masculinidade e abrangeu a feminilidade como sendo a vanguarda do estrelato do rock contemporâneo. Dados alguns desses precedentes, talvez MUNA não seja uma escolha tão chocante como inicialmente parecia ser.

De qualquer forma, considerando seu passado pop star e almejando um futuro de rock star, Styles certamente poderia ter escolhido um artista mais óbvio e bem conhecido que atrairia sua base de jovens fãs. Mas juntando forças com membros tão ativos da comunidade LGBTQ, ele aumenta sua própria voz como um defensor. Enquanto é injusto reduzir uma banda tão poderosa e multifacetada como a MUNA, por sua sexualidade coletiva, é também importante não ignorar o impacto que o trio causou ao falar o que pensa sobre criar um lugar seguro e inclusivo para seus fãs desfrutarem de suas apresentações. Para que uma estrela do calibre de Styles consiga embarcar com suas mensagens, especialmente com a alta atenção dada à sua primeira turnê solo, esse é um passo na direção certa – pela falta de uma palavra melhor – e é algo digno de aplausos.

Tradução por Cynthia DuarteDaniele Amaral.

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