06.06
notícia postada por Cynthia Duarte

A revista online Hits Daily Double publicou no dia 30 de maio, uma entrevista com Jeff Bhasker, o produtor musical do álbum do Harry.

Jeff falou sobre como conheceu Harry e sobre o processo de criação do primeiro álbum solo do cantor. Você pode ver a entrevista original aqui. Confira abaixo a versão traduzida:

THE HARRY TAPES: UMA CONVERSA COM JEFF BHASKER

Harry Styles #1 nos charts como artista solo ganhou muito reconhecimento dos ouvintes e de críticos de diversos segmentos. O projeto foi supervisionado pelo produtor/compositor/músico ganhador do Grammy, Jeff Bhasker, cujos trabalhos anteriores incluem The Rolling Stones, Kanye West, Beyoncé, Ed Sheeran, Taylor Swift, Rihanna, P!nk, fun., Nate Ruess e One Republic, sem mencionar o grande sucesso de Make Ronson, “Uptown Funk” (este dando para ele um troféu de “Record of the Year” e mostrando uma base parcial da sua vitória como Produtor do Ano). Aqui, Bhasker discute como ele e seu time talentoso alcançaram o conceito de Styles, reuniram sua banda essencial e construíram o álbum de sucesso, além de outros assuntos. Apesar de ele querer trazer o nosso Simon Glickman para a discussão.

Como as coisas começaram com você e Harry Styles?

Quando eu conheci o Harry para trabalhar no seu projeto, eu não tinha muita noção do que fazer com ele. Quando ele me disse o que queria fazer, eu disse: “Ok, wow – você quer ter uma banda de rock de verdade”. Depois de conhecê-lo, eu tive a experiência da vibe especial que ele tem – ele é uma raça rara, uma personalidade verdadeiramente legal, magnética. Mas eu não sabia nada sobre ele musicalmente. Então foi sobre nós termos muita sorte em todos os níveis, um deles foi que ele era tão talentoso e interessante e tinha toda essa criatividade depois de ter estado na One Direction, onde era mais sobre ser um performer.

Você tem alguma ideia do que ele estava ouvindo que o inspirou a montar uma banda de rock?

Bom, eu vou te contar uma história engraçada: Eu disse: “Você tem algo que queria tocar para mim?”. Por que normalmente as pessoas têm algumas demos. E ele disse: “Sim, eu tenho algumas referências”. Em algum ponto nós passamos as linhas de comunicação e eu achei que ele ia tocar a demo dele para mim, e ele estava tocando referências do The White Stripes e bandas indies muito legais. Eu pensei: “Isso é fenomenal; eu não sei se eu posso superar isso. Essas demos são incríveis! Mas parecem com o The White Stripes. Talvez você queria mudar”. Eu não conheço o The White Stripes tão bem, mas eu conhecia o suficiente para pensar, isso é igual a eles. Bom, era o The White Stripes e eu percebi “Oh, ele está tocando referências”. Do jeito que saiu, todo mundo dizendo “Oh é David Bowie, é como rock clássico dos anos 70.” Mas era mais sobre ele querendo ter uma banda legal. Eu pensei, ele sabe cantar muito bem; ele é um performer fenomenal. Se é isso que ele quer fazer, isso será muito, muito especial.

O que está envolvido em criar aquela banda?

Eu tinha acabado de ter um bebê. Harry tem 23, eu tenho 43. Ele precisa começar uma banda indie legal, e eu sou um novo pai. Você precisa dos seus amigos que vão para a garagem com você todo dia depois da escola para tocar e descobrir. Eu tinha depois produtores que trabalhavam comigo, ambos eu contratei nos últimos anos. Um, Alex Salibian que produziu o último álbum do Young and Giant e o outro, Tyler Johnson, que eu contratei, produziu o álbum do Cam. Eu descobri o Cam por meio dele e o contratei; ele foi o primeiro produtor que eu contratei. Eles estão se tornando produtores sozinhos. Eu toquei para o Harry algumas das coisas que eles tinham feito e disse: “Escuta, você precisa de alguém para ir às trincheiras com você, algo que eu não posso fazer agora. Eu vou supervisionar e estar lá, e eu vou tocar o projeto com esses caras”. Ele concordou em se juntar a nós. Eu disse para os meus caras, “Olha, nós precisamos achar um guitarrista e um baterista para ele. Eu quero que vocês vão lá e montem uma banda. Nós não vamos fazer faixas e produzir como nós normalmente fazemos”.

Você teve que fazer música em um quarto.

Sim. Eles falaram com alguns guitarristas e um deles não apareceu. O novo engenheiro, Ryan Nasci, que foi o engenheiro do álbum todo disse: “Eu poderia ligar para o meu companheiro de quarto, Mitch – eu não acho que ele esteja fazendo nada”. Eles têm uma banda juntos. Então o Mitch vem, e no segundo que ele liga a sua guitarra e começa a tocar os olhos do Harry se iluminam e ele diz tipo “Esse é o cara”. Mitch é um tocador de guitarra maravilhoso, criado no jazz. Ele é totalmente autodidata e ele está tocando aquelas notas, arrasando. Ele diz “por que não trazer bateria para isso?” Harry diz: “Oh, você toca bateria também?” E Mitch diz “Bom, eu sou um baterista.” O baterista favorito dele é Max Roach. Ele é um cientista. Ele tinha acabado de mudar para L.A. de Ohio; ele nunca tinha estado em um estúdio de gravação antes. Ele nunca tinha ouvido falar de Harry Styles. Ele era lavador de pratos em uma pizzaria.

Você está brincando comigo.

Mitch é um verdadeiro amante da música que só quer ouvir Harry Nissoland Plastic Ono Band o dia inteiro – ele é um hipster que não sabe o que é um hipster. Ele é o cara mais doce e gentil da terra.  Ele e Harry se deram bem. Eu dei tanta sorte – Eu milagrosamente incluí o Tyler, quem eu achei primeiro como um produtor, que então achou o Alex para substitui-lo. Por que o Tyler era meu assistente e eu o contratei como produtor. Então ele teve que achar o Alex, que virou meu assistente, e eu o contratei como produtor. Alex achou o Ryan, e o companheiro de quarto do Ryan era o Mitch. E Ryan e Mitch tinham passado horas incontáveis sentados em seu apartamento gravando para a sua banda. Então nós tínhamos não apenas uma banda instantânea para o Harry, mas uma banda instantânea que sabia como gravar. Eu li o seu artigo sobre o álbum falando sobre o som aéreo e como soa como um álbum de rock & roll. Isso tudo é como soa um álbum de rock. Isso tudo é o Ryan – e não só o Ryan, mas o Ryan sabendo como gravar com o Mitch e a facilidade que eles tinham. Por um minuto eu achei, hmm, minha produção tende a soar diferente – Eu venho de um mundo totalmente diferente. Eu venho do jazz e ai eu trabalho com Kanye West e tenho um som mais moderno. Mas depois dessa primeira semana, eu disse para mim mesmo: “Eu apenas amo como isso soa. Soa como rock, mas é moderno e hi-fi e não soa necessariamente como nada mais”. Então deste ponto eu decidi, eu não vou estragar isso. O Ryan consegue.

Mais uma partida para você, então?

Sim, foi um processo muito diferente para mim. Foi a primeira vez que eu realmente pude usar o meu time e assumir uma posição de visão geral/mentor. Muito do que eu fiz foi apenas deixar eles se soltarem e depois eu ia e oferecia algumas sugestões: “Isso é bom – vamos pegar as melhores coisas que vocês têm e cortar fora as coisas ruins e continuamos dali”. Depois da nossa primeira semana, eles fizeram mais ou menos 10 músicas e primeiro eu ouvi todas elas e minha resposta foi “essa não é necessariamente o pop hit avassalador número um que o Harry pode lançar”, onde muito do meu cérebro pop começou a acordar. Mais tarde, depois que eu ouvi elas por um tempo, eu pensava tipo, “mas eu adoro isso – eu quero ouvir isso”. Eu cresci em New Mexico ouvindo rock clássico como Led Zeppelin e Pink Floyd. Isso me levou ao som da 95.5 no carro. Eu pensei: isso é tão novo, tão importante, poder fazer um álbum como esse. A outra coisa que aconteceu, graças ao fato de eu não estar lá, é que o Harry pode liderar a sala. Ele não teve que sentar lá e sentir constantemente que precisava se submeter a mim. Harry era o chefe. E eles se uniram de uma forma tão forte que aquele se tornou o cenário dos sonhos, onde todos contribuíram de forma fantástica. E o Alex continuou, toca guitarra e teclado e é o diretor musical da banda, e o Mitch está tocando na banda, claro. Então foi uma extensão perfeita, apenas de ter essa coisa viva por eles serem uma banda e foi assim que seguimos com as coisas.

E isso foi quando eles foram para a Jamaica?

Jamaica foi onde nós queríamos continuar fazendo o álbum. Onde eu estava tipo, nossa, isso é muito divertido e legal – exatamente como fazer música deve ser e nos fazer sentir. Eu queria que fosse algo que o Harry sentisse que era realmente o seu bebê, fazendo sua marca criativa. Para mim, se vem do próprio artista, é a melhor coisa. Se é real, as pessoas vão saber que é real. A banda está tocando seu quinto show ou algo do tipo nesse exato momento! Em três meses, eles estarão no mesmo lugar que aquelas bandas de indie rock que o Harry me mostrou – eles estarão soltos e perigosos e será uma fase totalmente nova. Eu tenho esperanças de que nós faremos muitos mais álbuns – esse é apenas o começo. Mas eu achei que foi muito importante determinar que “nós vamos fazer exatamente o que está no seu coração, Harry”.

Ele confiou em você, mas ao mesmo tempo ele não estava interessado na “marca” Jeff Bhasker – era mais sobre o espaço que você cria, assim como sobre o time que você cultivou, e você fez o que era preciso para que tudo acontecesse.

Com certeza. E foi a primeira vez que nós tivemos a oportunidade de fazer isso dessa forma, o que foi muito legal e muito divertido. E isso me deixou com aquele sentimento de “eu quero fazer música”. E que luxo ter o Mitch e o Ryan, onde eles podiam dar uma ideia que poderia ser acatada e acabava soando como uma das canções instantaneamente. E foi assim que surgiu “Sign of the Times”. Harry estava tocando ela no piano e a enriquecemos um pouco. Então ele foi para o microfone, eu toquei o piano e nós lapidamos a canção toda em três horas.

Isso é particularmente impressionante levando em conta o quão espalhada é uma música.

E soava exatamente assim: Um clássico do rock instantâneo da concepção até a finalização. O que fechou o negócio foi quando eu fui lá na primeira semana. Eu tinha que ir e checar como eles e ver no que eles estavam trabalhando. E eles tocaram “Meet Me In The Halway” para mim. Tinha um sentimento psicodélico – como Pink Floyd e era linda, o detalhe na guitarra acústica e voz dele, e aquele Ominichord e tudo. Foi quando eu estava convencido de que isso seria algo especial. Essa é a minha música preferida do álbum. Eu sempre quero ter um momento em que você tem algo que não soa como nada mais. Especialmente hoje.

É difícil de imaginar uma das principais gravadoras dizendo “vamos colocar esse superstar global do pop com alguns caras legais do rock que nunca sequer gravaram antes e deixar ele fazer um álbum de rock clássico composto e cantado por ele mesmo”.

É verdade. Rob Stringer é um excelente produtor executivo; ele apoiou muito todas as músicas e ele é muito bom trabalhar com ele. Isso sem mencionar o (empresário) Jeff Azoff, que apoiou a gente desde o primeiro dia e fez um ótimo trabalho, acreditando na nossa visão sem ser importuno.

Eu fiquei sabendo que Rob sequer pediu para que vocês fizessem uma edição de rádio para “Sign of the Times”.

Exato. Eu achei que estava sonhando. Toda a sua abordagem com o Harry tem sido ótima. Eu realmente gostei de trabalhar com ele em todo esse álbum.

É um ótimo álbum – será fascinante ver o que ele fará a seguir.

Obrigado. Esperançosamente nós faremos muito mais. Esse primeiro capítulo está sendo analisado minuciosamente; é um pouco foda para todo mundo. Pode ser que demore um pouco. Eu acho que os fãs dele precisam ser atraídos para isso e eu acho que para as pessoas que não eram fãs antes, há muitos rumores. Mas não generalizaram [os rumores] 100% ainda. Ele é uma grande estrela e ele assumiu um grande risco. Todos os créditos são dele, por ser tão corajoso e nunca desistir do que ele queria fazer, dizendo essencialmente que “se se tornar algo grande, ótimo – mas mesmo que isso não aconteça, eu tenho que ser honesto comigo mesmo”. Um produtor não poderia pedir nada mais para um artista, especialmente nos dias de hoje e nessa idade.

Tradução por Cynthia DuarteDaniele Amaral.
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